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Consumo Inteligente de TI: Mito ou verdade?

A sustentabilidade no consumo de TI não é um mito e pode ser alcançada desde que exista um bom planejamento por trás da sua implantação. Neste artigo nós elencamos as principais informações sobre consumo inteligente de TI e dicas para aplicar esse conceito no seu negócio. Confira!

O que significa “consumo inteligente”?

De acordo com matéria publicada no Blog Racon, o consumo inteligente, ou consumo consciente, significa decidir com cuidado aquilo que você compra ou consome no seu cotidiano. Trata-se de ser mais racional e ter conhecimento dos impactos trazidos pelo consumo de determinado item. São atitudes conscientes, por exemplo, evitar o desperdício de água e escolher não adquirir um produto supérfluo.

É válido ressaltar que consumir de maneira consciente não envolve apenas a escolha entre comprar ou não alguma coisa, o consumo inteligente também está relacionado a pensar nas consequências ambientais e sociais que a produção e venda de diversos produtos geram. Sendo assim, esse conceito tem tudo a ver com a sustentabilidade, pois a ideia é refletir sobre o impacto ambiental gerado por nosso estilo de vida e consumo, além de ser totalmente aplicável à tecnologia.

Os benefícios do consumo inteligente

O principal benefício do consumo inteligente é a diminuição do impacto ambiental. Isso porque a aplicação desse conceito reduz o consumo desenfreado de recursos que ameaça diminuir as condições de renovação do nosso Planeta. Entre esses impactos podemos citar as mudanças climáticas, a falta de água e a escassez de recursos naturais de fontes renováveis e não renováveis. Dessa forma, podemos definir o consumo inteligente como a única alternativa de preservar os elementos que necessitamos para viver. E esse é o maior benefício de todos!

Consumo inteligente em TI

O consumo inteligente no setor de TI, também conhecido como “Tecnologia da Informação Verde”, ou apenas TI Verde, é uma tendência a nível mundial com o objetivo de reduzir o impacto dos recursos tecnológicos no meio ambiente, tornando mais sustentável e menos prejudicial o uso de tecnologia, como explica César França, PhD em Ciências da Computação, no Blog Medium.

Segundo o Guia de Boas Práticas para Tecnologia da Informação e Comunicação mais Sustentável, desenvolvido pelo Porto Digital, ações nos principais momentos do ciclo de vida dos equipamentos de TI (compra, uso e destinação) são fundamentais na adoção de melhores práticas na gestão desses recursos, colaborando com a implantação do conceito de sustentabilidade.

Em relação à compra, deve-se observar a idoneidade do fabricante, bem como dos componentes em sua fabricação; verificar se o equipamento possui selos ou certificações e verificar se a distribuidora, exportadora, fabricante ou comerciante se responsabiliza também pela coleta e gerenciamento dos REE (Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos).

Uma outra alternativa muito válida para a compra e que está em franca expansão, é a crescente preferência das empresas pela locação de equipamentos de TI, ação que por si só já auxilia a redução do consumo (compra) de bens, contribuindo diretamente para a preservação do meio ambiente e seus recursos naturais.

No quesito uso consciente, é sabido que na área de TI, os equipamentos eletrônicos possuem uma alta demanda para a realização de diversas atividades, e como eles são dependentes de energia elétrica para o seu funcionamento, o uso diário é responsável pelo elevado consumo de energia e, consequentemente, pela emissão de gases que contribuem para o efeito estufa. Nessa fase do ciclo de vida, os usuários podem adquirir novos hábitos a fim de colaborar com o consumo consciente. As orientações são: “certificar-se de que a infraestrutura na rede elétrica, especialmente em datacenters, está voltada à sua maior eficiência energética; verificar se é possível consolidar e virtualizar os datacenters da empresa; desligar os equipamentos e periféricos (impressoras, monitores, etc.) diretamente na tomada ou no filtro de linha sempre que for se ausentar por muito tempo ou quando não estiver usando”. Segundo Howard Rubin, sócio do MIT Center for Information Systems Research, “as operações de TI das corporações que atuam com computação intensiva — como os setores de finanças e telecomunicações — emitem mais dióxido de carbono por US$ 1 milhão de receita do que outras indústrias”.

No quesito destinação consciente, por este ser um setor com um alto consumo de produtos eletroeletrônicos, é gerado um grande volume de resíduos, compostos por substâncias tóxicas, que necessita de um descarte correto. Mas antes mesmo do descarte, algumas medidas citadas pelo Guia do Porto Digital que devem ser avaliadas: “estender o tempo de vida útil dos equipamentos”, nesse caso serão analisadas a possibilidade de atualização de softwares e também a troca de hardware, a praticidade e custos para realização de manutenção nos produtos, a viabilidade de transferir um equipamento não mais utilizável em um setor da empresa para outro; “Doar os resíduos para programas de inclusão digital”, dessa forma, tem-se o aumento do tempo de vida útil do equipamento e promove-se a formação profissional de jovens carentes; “verificar se os fabricantes/comerciantes recebem os REE e verificar se existem empresas de gerenciamento de REE em sua cidade”.

Conclusão

O consumo inteligente na área de tecnologia não é um mito e com práticas que não exigem muito esforço pode ser alcançado, basta realizar um bom planejamento e implantar medidas eficientes dentro da organização, mantendo atenção nas fases do ciclo de vida dos equipamentos para saber como trabalhar em cada uma delas visando uma maior economia de recursos.

Um bom lugar por onde começar é com a locação de equipamentos de informática, que já possibilitará a redução do consumo com a compra de uma infraestrutura ou atualização do parque tecnológico que sua empresa já possui. Quer saber como começar a implantar o consumo inteligente no seu negócio para fazer sua parte em prol da sustentabilidade do Planeta? Então fale com a A2Works e solicite um orçamento!

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